domingo, 13 de setembro de 2009

Dieta do Mediterrâneo? Longevidade garantida?

Amigo leitor, você que está sempre atento aos benefícios que uma alimentação equilibrada pode trazer a sua saúde, certamente já ouviu falar na dieta do Mediterrâneo.

Pescados, nozes, azeite de oliva, tomate e vinho são apenas alguns exemplos de alimentos que compõe a dieta que é considerada uma receita para a longevidade.

Mas como o próprio nome diz, dieta do Mediterrâneo, essa representa a maneira como se alimentavam os povos que viviam e vivem nessa região da Europa, levando em consideração o modo de vida, clima, solo e geografia do local onde as condições para a prática da pecuária e da agricultura em larga escala não são favoráveis.


Essa dieta é caracterizada pelo consumo em pequenas quantidades dos alimentos, detalhe que é deixado de lado pela maioria das pessoas que seguem essa prática alimentar diariamente.


A matéria original publicada na Revista Veja, Edição 2114 – Ano 42 – n° 21 / Maio 2009, intitulada “O mar não está para peixe”, que foi utilizada como fonte primária para a edição deste post, trás um exemplo que ilustra bem o que foi dito acima:
“O brasileiro peca pela quantidade com muita facilidade, se falar para comer castanhas, ele não come duas ou três – acaba com um pacote inteiro. afirma a nutricionista Virginia Nascimento, vice- presidente da Associação Brasileira de Nutrição.
Estudos e pesquisas comprovam os benefícios que os alimentos consumidos na região mediterrânea da Europa trazem ao nosso organismo, e não são poucos. Entre todos podemos citar a capacidade de prevenir doenças como diabetes, câncer, colesterol ruim. Também reduz os efeitos da doença de Alzheimer quando essa está em seu estágio inicial.

A dieta do Mediterrâneo está perdendo as forças

Os produtos alimentícios industrializados não poupam nem a saúde dos nossos amigos europeus.
Assim como no restante do mundo, a Grécia sofre com o aumento da obesidade entre a população, três quartos dos adultos estão acima do peso. O índice de sobrepeso dos meninos de doze anos cresceu 135% entre 1982 e 2002 e continua crescendo. A Espanha e a Itália também sofrem com o mesmo problema.

A dieta do Mediterrâneo no restante do mundo


Preparar as refeições com calma e pausas para descanso, na companhia de amigos e familiares, utilizar alimentos sempre frescos e livres de agrotóxicos, condiz com a realidade em que preparamos as refeições hoje em dia?
A reposta para essa pergunta é não.

Antes de seguirmos cegamente uma dieta que é referência para uma vida longa e saudável devemos nos atentar para a sua origem. Os mediterrâneos combinaram de forma bem casual alimentos ricos em nutrientes importantes, clima favorável dentro de um estilo de vida diferente do que levamos hoje.

Por isso não adianta se empanturrar de azeite de oliva e queijo de cabra.
Na busca pela longevidade através da forma como nos alimentamos hoje, pedir ajuda aos céus é mais garantido. E lembre-se sempre:

DIETA DO MEDITERRÂNEO = MODERAÇÃO.

Até a próxima.

Imagens em: Via Mulher e Educare

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