quarta-feira, 9 de junho de 2010

Comer peixe: uma sacanagem divina

Esta imagem tem como função estampar camisetas para a alegria de nerds que procuram andar sempre na moda, mas também me fez pensar em um tema que ainda não abordei no blog: o consumo de peixe.

Não é preciso ser católico para saber que peixe é um alimento sagrado. Basta prestar atenção nas propagandas que os supermercados fazem nas vésperas de Páscoa tentando vender a qualquer custo um pedaço de bacalhau para o consumidor que muitas vezes não tem dinheiro nem para comprar as batatas que complementam a receita. Mas vamos lá, Jesus comeu então você irá comer também.


Agora convenhamos, comer peixe não é uma tarefa muito fácil, exige certa concentração, uma concentração que te permite degustar o prato sem se engasgar com a quantidade exorbitante de espinhos que da forma a esses seres provenientes do fundo do mar ou do córrego mais próximo a sua casa.


Será que Jesus, ao escolher esse como a principal fonte de proteína da Santa Ceia pensou na dificuldade que seus discípulos encontrariam ao tentar seguí-lo até nos seus hábitos alimentares? A menos que o filho do Pai dividiu e multiplicou surubim ou cortes finos de salmão, detalhes que nem a bíblia nem o Vaticano revelam.


A melhor maneira de consumir o alimento sagrado na verdade não existe. Ou você gasta horas na cozinha limpando, temperando, cozinhando para comer pouco, muito pouco da verdadeira carne rica em ômega 3, ômega 6 e tudo mais o que dizem aqueles que realmente acreditam na Ciência da Nutrição, ou então você gasta todas as economias em barzinhos que vendem aquele filé frito, cheio de cebola e muito limão, ou se preferir nos locais especializados em comida japonesa, onde é preciso um poder aquisitivo que não te dê indigestão quando chega a hora de acertar as contas com o garçom. No final, para o povo, a massa, que Jesus morreu para salvar, fica apenas a ilusão de um alimento saboroso, saudável e abençoado.


Prefiro acreditar que se o Messias resolver dar as caras novamente em solo terráqueo pelo menos que a próxima ceia seja uma espécie de jantar 2.0, onde o prato principal será um animal com uma estrutura esquelética menos traumática para os predadores humanos, uma futura espécie de peixe evoluída que não torne o ato de comemorar a Páscoa em um evento tão sofrível para aqueles que como eu, não tem paciência de ficar com o alimento mais tempo no prato do que na boca. Que Darwin diga amém. E que Jesus não faça mais essa sacanagem gastronômica que é comer peixe.


Imagem em: Gato Jorjão

Chaves Papel disse...

O único peixe - que eu conheço pelo menos- que se salva é a sardinha, pelo menos as enlatadas! hahaha

Eu gosto de peixe, mas eu nunca trocaria "aquele filé frito, cheio de cebola e muito limão" por um espinhoso.

Quanto à igreja, eu quero que ela se dane, eu como peixe quando me dá vontade, não por causa de uma data imposta por ela!

Murilo Andrade disse...

Eu não gosto muito de peixe, dá impaciência tirar todos aqueles espinhos. Se for pra escolher entre comer um bife e um peixe escolho a primeira opção sem relutar. Mas tô com o Thiago. Como carne na semana santa e peixe quando me der vontade!

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