quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Fumar maconha reduz dores crônicas

Antes de dar o início propriamente dito deste post, gostaria de deixar minha opinião sobre o assunto clara: sou a favor da legalização da maconha. Bebidas alcoólicas e cigarro são drogas como tal, no entanto lícitas, passíveis de gerarem danos para saúde do indivíduo da mesma forma que a maconha quando consumida em casos onde a estrutura social, bem como o estado físico do mesmo não são propícios para tal ação.
Mas vamos ao que interessa, esse assunto cria raízes profundas demais e não convém explorá-las agora. O foco neste momento é outro.


Um estudo realizado no
Canadá concluiu que fumar maconha em cachimbo pode reduzir dores crônicas em pessoas com nervos danificados, além de diminuir a ansiedade e insônia entre os pacientes que usaram a droga dessa forma.

Um passo para a qualidade de vida

Atualmente, são poucos os tratamentos para quem sofre com problemas de sinalização entre os nervos, e é ai que o resultado desse estudo tem efeito significante, mesmo diante da opinião de outros cientistas afirmando que pesquisas feitas em larga escala e utilizando inaladores são importantes para a comprovação definitiva de tal fato.

Seguindo esse caminho, pesquisadores passaram a investigar também se a ingestão de canabinóides, pílulas com os componentes químicos presentes na planta da maconha, teria o mesmo efeito que o fumo em cachimbo.


O procedimento

Três tipos de maconha com potências diferentes (
2,5%, 6% e 9,4%), ou seja, doses distintas do princípio ativo tetrahidrocanabinol (THC) e placebos foram administrados nos 23 pacientes voluntários.
Os participantes ficaram sob supervisão de enfermeiros e inalaram em cachimbos uma dose única, 25mg de maconha, três vezes ao dia, durante cinco dias. Depois de nove dias repetiram o mesmo processo completando quatro ciclos.


Conclusão
: quem recebeu maior quantidade de maconha em relação aos que tomaram placebo, tiveram redução de suas dores, dormiram melhor e perceberam menor nível de ansiedade.

Mark Ware
, condutor da equipe responsável pelo estudo, afirmou que este é o primeiro feito em pacientes não-internados que permaneceram fumando a droga. Revela também que pesquisas de longo prazo, usando cannabis mais potentes, inaladas com ajuda de equipamentos especiais, que controlam precisamente a dosagem serão necessárias para que se comprove a segurança e eficácia do tratamento.

Sem exageros por favor

Os resultados enchem os olhos a primeira vista, mas o médico Tony Dickenson, do University College of London, atenta sobre os perigos da automedicação, a mesma que ocorre com o consumo indevido dos medicamentos vendidos em farmácias.

Questiona também a administração em pessoas que poderiam apresentar restrições a esse tipo de terapia, como idosos outros grupos específicos.

O número de voluntários conseguidos para a realização da pesquisa não foi o esperado dificultando a obtenção de dados provenientes desse procedimento.


Já o neurocientista
Peter Shortland, do St Bartholomew's Hospital e da London School of Medicine and Dentistry, observou que fumar a droga não suscitou os mesmos efeitos mentais e alucinógenos agregados ao consumo da cannabis de potência total.

Bom, agora é torcer para que novas análises dessa natureza sejam feitas a fim de promover a qualidade de vida entre as pessoas que sofrem de problemas para os quais a cura ainda não exista. Nesse caso, qualquer ajuda, é claro, desde de que seja assegurada contra possíveis danos a saúde, é uma esperança.


O tema deste artigo foge um pouco aos assuntos abordados no PopNutri, mas quando se trata de qualidade de vida, todas as novidades devem ser colocadas em questão.

Fonte: BBC Brasil

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