segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Álcool: o grande vilão da sociedade

trainspottingÉ grande o alarde formado quando o assunto em questão é a liberação da maconha e o uso de todas as outras drogas existentes. No entanto, o álcool que está ai a disposição de qualquer cidadão, desde os mais carentes até os que esbanjam riqueza, destruindo gerações nem formadas propriamente ditas, além da desestruturação de famílias como exemplo mais comum, nem de longe cai nas críticas da sociedade. Meu amigo, não venha me dizer que aquele cara cheirando pinga sentado ao seu lado no ônibus, ou um conhecido que faz piadinhas, brincadeiras sem um pingo de graça que quase sempre acabam em brigas e desentendimentos em todos os churrasco e festas que vocês freqüentam com cerveja a vontade, não são grandes inconvenientes.
Ver pessoas nesse estado é tão deprimente quanto ver maconheiros, viciados em crack e heroína, jogados em marquises de lojas e escadarias de igrejas pelas ruas de todo país.


Quem não vê essa semelhança entre as drogas lícitas e ilícitas não tem o direito de cobrar e nem julgar qualquer indivíduo marginalizado simplesmente alimentar algum tipo de vício. Neste caso estão todos no mesmo nível, ou melhor, alguns ainda agem como cegos diante de um problema tão grave e que permanece até agora longe de um caminho que possa levar a solução, isso com uma bela dose de qualquer coisa que o faça se sentir menos responsável por essa situação.


Um estudo britânico apontou o álcool como a principal substância capaz de causar mais danos aos viciados e as pessoas que vivem ao lado desses, em uma lista em que o crack e a heroína estão presentes também. Depois dessa revelação qualquer outro argumento se faz desnecessário.


Esse resultado foi divulgado na publicação científica Lancet e classifica em uma escala de 16 pontos os males causados pela drogas nos mais variados grupos sociais. Entre os autores da pesquisa está o homem que já foi uma das principais autoridades britânicas para assuntos relacionados ao uso dessas substâncias, David Nutt. Agora ele integra o Comitê Científico Independente sobre Drogas, que não está ligado a qualquer grupo político.


A pesquisa apontou que a heroína e a anfetamina são as mais agressivas aos usuários, mas quando se trata das conseqüências sofridas pelos indivíduos que os cercam, o álcool assume a primeira posição, infelizmente. Nesse caso, a classificação das drogas mais nocivas à sociedade fica nesta ordem: o álcool, a heroína e o crack. O cigarro e a cocaína estão no mesmo páreo quando se observa o problema por esse ângulo. O LSD e ecstasy são os menos danosos.


Agora me diga companheiro que segura uma lata de cerveja nas mãos todas as horas que isto é possível. Qual seu argumento de defesa quando comparado com o cara abrigado debaixo de um viaduto compartilhando com outros homens uma pedra de crack? Para sociedade talvez não haja diferença alguma, pergunte aos seus colegas e parentes, que para eles conviver contigo pode ser uma dura realidade. Até a próxima.


Fonte:
BBC Brasil

1 Comentário:

Victor S. Gomez disse...

O vício de álcool é realmente deprimente. Abraços

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